Talvez hoje não adormeça de novo, num lugar sem histórias das que se vivem a dormir. Nada se passou e de pouco me consigo lembrar.
Agora tão tarde e com o sono desperto, voltam as minhas horas de letras nas conversas. Não estou sozinho e a companhia conforta-me enquanto se trocam os mesmos pontos nos is.
Vou para dentro que me apertam os ossos, com as mãos na barriga, que cavaram os fossos.
Frio não tenho, mas não gosto de estar do lado de fora, sem nada, exposto e volúvel, inconstante e variável.
Dá-me algum medo de tropeçar nas ideias e é então que deixo a métrica e prefiro o discurso directo da linha gramatical, redonda e sem sentido, num diálogo mundano sobre o dia.
Vou para dentro, amanhã talvez cá estejas de novo.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
8x
Tenho à noite um fantasma, que me fala ao ouvido e atormenta com visões do futuro.
Tenho à noite um fantasma, que me afunda e se esconde.
Tenho à noite, um fantasma que não me deixa ver.
Tenho à noite um vulto, um momento, uma ânsia, um segundo.
Tenho um nada, um vazio, um tudo e o mundo.
Tenho à noite, só a mim, antes de cair no sono e acordar.
Tenho o dia no fim e o ciclo a acabar.
Tenho à noite, um fantasma que me fala ao ouvido.
Tenho à noite um fantasma, que me afunda e se esconde.
Tenho à noite, um fantasma que não me deixa ver.
Tenho à noite um vulto, um momento, uma ânsia, um segundo.
Tenho um nada, um vazio, um tudo e o mundo.
Tenho à noite, só a mim, antes de cair no sono e acordar.
Tenho o dia no fim e o ciclo a acabar.
Tenho à noite, um fantasma que me fala ao ouvido.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
quinta-feira, 26 de março de 2009
Sol
Quero escrever sobre os dias de sol, sobre as conversas e o tempo que passo convosco. Pela força da vossa companhia mas pouco me sai. Resta-me apenas o prazer do momento.
A todos, um abraço e um beijo.
A todos, um abraço e um beijo.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Enquanto aguardo
Na sala de espera a terceira idade refila novamente do mesmo. Uns pelo casmurro de sempre, e outros quem sabe, por falta de memória. O discurso mantém-se inalterado. Talvez uma forma de desabafo, uma forma de pagar as horas que passavam consigo mesmos, sem ninguém para os ouvir.Eu aguardo. Prefiro sair ao de leve, e manter-me à parte dos queixumes que se agarram à parte mais frágil de estar.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Rock n' Roll Style
Queria poder escrever sobre os dias que passam, duma forma passiva, despreocupada, núa e rebelde.
Queria poder ser boémio, ouvir Dylan, vaguear pelas calçadas do bairro alto como se as soubesse de cor, beber vinho e fumar haxe.
Passar as noites ao relento sozinho, moedas no bolso e fumo de cigarro.
Queria ter sempre vestido as mesmas velhas calças, sujas e gastas, uma camisa solta, mais o cinto do Jim Morrison.
Queria poder pegar na guitarra e ter sempre boas ideias para compor. Os mesmos acordes batidos, revolucionados por uma letra genial.
Queria andar à pancada na rua só por te terem deitado abaixo. Por menos que fosse.
Quero tudo isto, agora.
Contigo.
Queria poder ser boémio, ouvir Dylan, vaguear pelas calçadas do bairro alto como se as soubesse de cor, beber vinho e fumar haxe.
Passar as noites ao relento sozinho, moedas no bolso e fumo de cigarro.
Queria ter sempre vestido as mesmas velhas calças, sujas e gastas, uma camisa solta, mais o cinto do Jim Morrison.
Queria poder pegar na guitarra e ter sempre boas ideias para compor. Os mesmos acordes batidos, revolucionados por uma letra genial.
Queria andar à pancada na rua só por te terem deitado abaixo. Por menos que fosse.
Quero tudo isto, agora.
Contigo.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Lamento
Quarenta passos para trás, no caminho lamacento,Com o sufoco que me aperta a garganta.
Mesmo contra o pior dos cenários eu tento,
Agarrado no fundo, o lamento canta.
A dependência sabe quanto vale o desespero.
E cada vez que penso no que está para trás, temo pelo que está para vir.
Cada um paga pelo seu aperto,
Num preço cada vez mais alto , e o lamento a rir.
De nada vale o que esteja a sentir, não traz nada de novo,
Tudo serve de castigo, na dor que eu promovo.
Dei por mim com a cabeça à roda e com medo.
Perdido, gasto e cansado, no lamento, um brinquedo.
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